26/8/2026 - A Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel) e as entidades sindicais que representam seus empregados assinaram nesta quarta-feira (26) o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027, em audiência de homologação no Tribunal Superior do Trabalho. O acordo prevê reajuste salarial de 3,77% retroativo à data-base da categoria, em 1º de abril.
As negociações tiveram início em janeiro, mediada pelo vice-presidente do TST, ministro Caputo Bastos. O reajuste corresponde a 100% do INPC e incide sobre os salários vigentes em 31 de março de 2026. O acordo também atualiza persos benefícios, entre eles o piso salarial, fixado em R$ 1.731,21, e a cesta básica, que passa a ser de R$ 1.037,70 mensais. Os novos valores são aplicáveis desde 1º de abril de 2026.
Consenso
O advogado Ulisses Borges de Resende, representante dos sindicatos, ressaltou o consenso entre as partes. “Não é o melhor dos acordos, mas, dentro das condições, está excelente”, afirmou.
Segundo ele, a empresa demonstrou disposição para atender às reivindicações dos empregados. “Não só atender, mas sentar, negociar e dialogar em alto nível, de maneira cordial”, destacou.
A Imbel é uma empresa pública federal estratégica, vinculada ao Ministério da Defesa por intermédio do Exército Brasileiro. Ela produz e comercializa material bélico e equipamentos de defesa e segurança.
O vice-presidente executivo da Imbel, Alexandre de Almeida Porto, agradeceu a atuação do TST na negociação. “A continuidade dos nossos trabalhos é fundamental não só para a empresa, mas para o país. Então, tenho muito a agradecer ao Tribunal Superior do Trabalho por ter colaborado de uma maneira imprescindível nessa negociação”, afirmou.
Papel da conciliação
O ministro Caputo Bastos destacou que a conciliação é “o papel mais bonito da Justiça do Trabalho” e talvez o mais importante no exercício da Vice-Presidência. Para o ministro, a solução consensual permite que as próprias partes construam o resultado, evitando que o Estado imponha uma decisão.
Um processo conciliado é menos um processo que irá a julgamento pela Seção de Dissídios Coletivos. Sempre celebramos esses acordos com a sensação de dever bem cumprido”, concluiu.
(Ricardo Reis/CF)